quinta-feira, 29 de maio de 2008

Às 16h00min...

O cheiro que paira no ar te envolvendo nas montanhas é um banquete de aromas para o olfato e combustível para a alma. Renova a energia diferente da praia, mas não mais do que ela. Só diferente.
As flores, as árvores, o cheiro do orvalho da manhã e o da mata molhada pela chuva.
A casa do sítio, encravado entre as colinas, coberto por um céu ornamentado por diamantes cintilantes que iluminam a noite.
A lua amarela e deslumbrante, irreconhecível para quem só a vê por aqui.
Da Natureza pode – se falar até... A questão é que às 16h00min ninguém mais pensava nisso.
Quando as badaladas do relógio começavam a tocar na sala, saia da cozinha, todos os dias a mesma hora o cheiro de café fresco, moído na hora que, vinha acompanhado pelo bolo do dia. A preferência era pela broa de milho com erva – doce ou coco ralado. Sem menosprezar de forma alguma os bolos.
Parava tudo e todos. Mesmo quem estava longe e sem relógio já sabia. Era um relógio interno que fazia tic – tac.
A mesa ia enchendo aos poucos, as conversas começavam e quando se dava conta o tempo já tinha se perdido na curva.
Era mais um ritual do que qualquer coisa. Havia se tornado a refeição mais esperada do dia onde as pessoas simplesmente estavam lá por inteiro sem se preocupar com o que dizer como dizer, por que falar.
Imagina agora essa broa de milho quentinha, com uma manteguinha e aquele café perfeito.
Deu vontade não deu? Eu estou com água na boca.
Beijos no Coração

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