sábado, 28 de junho de 2008

Picadeiro

Vc é meu picadeiro,
Meu sonho de criança, Minha liberdade ’alma,
Meu sonho daquilo que foi...
E volta.
Arrisco como os trapezistas...
Destemida como o malabarista...
E quando te olho nos olhos
Perco-me em sob a lona do picadeiro do teu circo de fantasia,
Em tuas brincadeiras de criança grande,
Que não tem medo.
No homem que é seu ideal
Que eu toco e...
Danço contigo, como nunca dancei,
Beijo, como se isso fizesse o tempo parar,
E peço pra não acordar
Só digo...
Beijos no Coração

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Escreve!

Escrever é uma forma de falar com as pessoas, se ouvir e preencher lacunas, suas e dos outros.
De explodir as palavras, sem entender o sentido, pois os dedos deslizam pelo teclado sem se preocupar com os olhos, só com o que tem dizer que estão sentindo. Tornam-se independentes de você. Derramam na folha um emaranhado de idéias, sentimentos, paixões e, vários erros de português, rsrsrs..
É uma torrente de emoções que invadem todo o corpo e explodem num continuo de pensamentos que ecoam juntos na cabeça, pedindo para descer, para poder ir.
O problema, é que da mesma forma que vem, vai e fica aquele espaço em branco que dura dias, até semanas fazendo a gente pensar como conseguimos fazer tudo aquilo ante e, nada vem a cabeça, só teia de aranha e a goteira pingando, rsrsrs...
Beijos no Coração

Te convence, quero ver!

Existem possibilidades infinitas de você se convencer de que está certo, quando não está.
Você também pode ser carismático o bastante para convencer os outros de que você está certo, sem estar.
Passa o dia entra a noite e nada de novo acontece. Tudo permanece estático e completamente sem cor.
Entra dia sai dia, equilibrando na corda bamba da vida, dos enganos e das desculpas. Venho vendo e ouvindo esse tipo de conversa em vários lugares, e círculos que freqüento.
Outro dia escutei duas mulheres conversando em uma loja, onde uma tentava convencer a outra que ela estava prestes a “bater de frente no muro” se continuasse a fugir das coisas, se enganando o tempo todo. Não conseguiu convencer.
Depois disso, comecei a prestar atenção em mim, em pessoas próximas e percebi que fazemos isso conosco muito mais do que imaginamos.
O que encontrei em comum em tudo que lembrei, vi e ouvi é que dá muito medo mudar as coisas.
Ouvir o que não queremos e, como diz um amigo meu “descer do palco”.
Mas temos um grande amigo que não nos deixa mentir, o travesseiro. Encostou a cabeça não tem jeito, fica igual à salsinha na maquininha, rolando de um lado para o outro, batendo cabeça. Em certos casos a insônia é um santo remédio!
Se os amigos não te convencem, o desespero da falta de sono e do cansaço conseguem convencer, em algum momento.
Beijos no Coração

Tattoo

Está escrito sim!
Às vezes as palavras se tornam pequenas demais para dizer certas coisas.
As estórias são fortes demais para caber em frases.
O tempo passou ao largo para ser escrito em um livro.
O olhar que enxerga o que diz uma imagem lê um livro e dois segundos.
Temos partes de nossa vida que são muito mais que passageiras, por mais perpétuas que estejam dentro de nós. São como a pele que nos envolve, aquece no frio e nos refresca no calor escaldante do verão.
São palavras, frases e desenhos que escrevemos em nós como resumos dos pequenos contos ou grandes estórias que se tornaram mais que isso. São pessoas que permanecem além da lembrança e, nos fazem lembrar daquilo que não podemos esquecer. Sentimentos tão densos e palavras tão imensas e constantes que tem que falar por si.
É uma postura, uma maneira de ser e pertencer a você mesmo sem esconder o que está dentro, por que está a mostra para todos que puderem enxergar.
Em certos momentos se torna um regalo que damos a nós mesmo com orgulho e, até vaidade, sensualidade, força, lealdade... te levo comigo com para todo lugar, para sempre, permanente como a certeza de ser quem sou e estar onde estou.
Para sempre é algo, as vezes, que fica cristalizado em ações e pessoas que estão em nossa vida, mas ,mesmo assim não podemos dizer que é para sempre, por escolha própria.
Dói pra fazer, mas só vale a pena...
Beijos no Coração

domingo, 15 de junho de 2008

Vou te levar pro fundo do mar I

Parece o esboço de um memorando , não é?
Mas é como tem que parecer senão é impossível dizer!
Parece fácil querer fazer com que as coisas se modifiquem, parece que podemos tudo, mas não podemos.
Dançamos sozinhos na imaginação , sonhando com o que queremos, festejando com o que é impossível, quando somos simplesmente claros com o que sabemos estar aqui mas que nunca será nosso.
Parece bobo e tolo parar para imaginar tua mão segurando na minha.
Olhar nos teus olhos e poder sonhar.
Sentir a lágrima brotar por não mais suportar só sonhar, e no vazio, sentir o coração tentar cobrir, com as desculpas possíveis, o que a dor vem sugerir.
Danço com você sempre, e me despeço do encontro que é só meu.
O abraço oportuno que consola a solidão que trago no peito de saudade de te amar.
Te digo adeus, sem poder ir, e tendo que deixar.
Digo adeus por te amar, tanto que é melhor ir para poder chegar.
Não perder o que se pode manter junto ao peito, ficar.
Te digo adeus para não te perder, mas para a vida nos deixar em paz ...
Beijos no Coração

Vou te levar pro fundo do mar II

Pra onde vou te levar?
Para os meus sonhos onde não posso respirar?
Para o amanhã que não existe ainda, mas que me deixa estar com você?
Para o medo que me assola de te deixar ir embora. Esquecer tudo!
Não sentir mais nada, só deixar...
Deixar é covardia demais, medo demais.
Amar muito para abrir o peito, fechar os olhos umidecidos e acordar para o hoje ao qual te entrego para me deixar ir de você.
Abraçar a lembrança que me aquece,
O sorriso que me faz sorrir,
O Adeus que sangra a alma e endurece a coração.
Teu gosto que perco na lembrança,
Teu cheiro que esvaecesse na esperança de te sentir de novo!
No silêncio da despedida.
Perdi você para o tempo, para o silêncio.
Durmo em teu ombro em meus sonhos.
Murmuro no teu ouvido no aconchego da madrugada.
Mergulho fundo, na alma apaixonada, que ama e não esconde.
Que chora o pranto da solidão do não.
Que te abraça para dançar a despedida, e...
Encontrar-te de manhã.
Teu aconchego, teu silêncio que fala pelo coração,
Que se perde sem perdão.
Só te amo, só por isso...
Beijos no Coração

Vou te levar pro fundo do mar

Pra onde vou te levar?
Para os meus sonhos?Onde não posso respirar!
Pro amanhã que não existe ainda mas que me deixa estar com você?
Para o medo que me assola de t deixar ir embora.
Esquecer tudo.
Não sentir mais nada, só deixar...
Deixar é covardia demais,
Medo demais,
Amar muito pra deixar ir.
Abraçar a lembrança que te aquece,
O sorriso que te faz sorrir,
O Adeus que sangra a alma e endurece a cor ação.
Teu gosto que perco na lembrança,
Teu cheiro que esvaecesse na esperança de te sentir de novo!
No silencio do meu medo de te perder, perdi você para o tempo, para o silencio.
Durmo em teu ombro em meus sonhos.
Murmuro no teu ouvido no aconchego da madrugada.
Mergulho fundo, na alma apaixonada, que ama e não esconde.
Que chora o pranto da solidão do não.
Que te abraça para dançar a despedida, e...
Encontrar-te de manhã.
Teu aconchego, teu silencio que fala pelo coração.
Que se perde sem perdão,
Só te amo, só por isso...
Beijos no Coração

sábado, 14 de junho de 2008

Rosas


Sem menosprezar nenhuma outra flor, longe de mim isso, mas as rosas possuem um encanto e uma estória próprios, secular que se misturam nas canções, mitos, fogueiras, imagens religiosas e...
Às vezes cometemos a “barbárie” de instintivamente, ao receber um buquê de rosas, correr para o armário, pegar o vaso mais bonito, por água e arrumar as rosas de forma majestosa, impecável. Levam o vaso para a mesa da sala, o colocam em evidência para que todos vejam o quanto são lembradas, amadas e queridas. Duas horas depois o vaso e o cinzeiro são a mesma coisa, um enfeite da sala, só que as rosas vão para o lixo em 5 dia,s pois morrem.Nesse ponto já foram esquecidas e enterradas antes mesmo de morrer.
As Rosas não são para serem esquecidas em um canto da sala como um enfeite trivial.
São para serem “saboreadas” pelas mulheres que as trazem na alma!
Elas duram uma eternidade vivenciadas e cultivadas das formas mais criativas possíveis, em solo ou não, mas sempre emanando a paixão que lhe é a razão de existir e iluminando os olhos de todas as pessoas que as aconchegam em seus braços.
Quem não sonha em receber aquelas duas dúzias de rosas vermelhas de caule longo envoltas em um celofane transparente atadas por um laço de fita vermelha? Diz que não!
Beijos no Coração

O Faroleiro

Vários roteiros foram escritos tendo como pano de fundo um farol, ou a estória do faroleiro que lá morava.
Nas cidades costeiras desde o principio dos tempos, a pesca sempre foi sua principal fonte de subsistência e, com isso, tinham seus maridos, pais e filhos levados ao mar para que trouxessem seu sustento.
O Faroleiro era o homem que os trazia para casa através das tormentas ou do mar espelhado.
Sem medo de serem abandonados a sua própria sorte, esses marujos sabiam que alguém os faria chegar a casa, custasse o que custasse sem pestanejar ou se amedrontar por qualquer capricho da natureza.
Todos os olhos da cidade caiam sobre ele na rua quando se pressentia a chegada de alguma mudança perigosa no tempo e, se via ao longe as nuvens começarem a se aglomerar com o tom da noite que ainda tardaria muito a chegar.
Os corações dos que ficaram sabiam que seus amados estavam próximos, porém ainda distantes da segurança de seus braços, do calor de seus carinhos, do consolo de suas palavras de saudade.
“O Homem do Farol” era a única mão que poderia guia – los em segurança para casa. Todas as preces do dia eram voltadas para ele.
Solitário e calado. Homem que, trazia nas costas o peso do medo e da impotência daqueles que estavam no porto à espera dos que haviam partido.
Um menino chegou perto dele nesse dia. Com medo de a tempestade afundar o navio do pai, suspirando disse: “Por favor, espera meu pai chegar antes de dormir.”
O Faroleiro deu o rabisco de um sorriso para o menino e disse: “Não há sono tranqüilo enquanto não guiar esses homens aos braços de quem os espera chegar”. E, passando a mão na cabeça do menino seguiu em direção ao farol, com a calma que lhe era peculiar para também esperar como o menino a chegada de seu filho e, ouvir seus passos passando pelo batente da porta do farol.
Beijos no Coração

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Canelas molhadas!

O carioca teve um ultimo final de semana típico do Brasiliense. A chuva trouxe uma cidade cinza, as ruas coloridas por poucos guarda – chuvas salpicados no asfalto.
As praias invadidas por um mar nervoso a areia vivendo uma solidão desconhecida.
Andando pelas ruas parecia que estava em outra cidade. Nem em véspera de feriado vi o Rio assim.
Eu sei que o frio nos afugenta, mas fuga em massa?
As pessoas ficaram recolhidas em casa, embaixo das cobertas, arranjando todo e qualquer tipo de “divertimento” possível para esperar o domingo passar.
Podemos dizer que, em contraste com o cinza das ruas, muitas casas conseguiram ficar bem coloridas com a família reunida conversando, comendo e, lógico assistindo o futebol. Era dia ontem.
Para variar, a programação na tv estava o fim da picada, com TV a cabo ou não. Os controles quase colapsaram a procura de um programa perdido em algum canal que pudesse distrair até algo melhor acontecer.
Mas, sem mais lamentações até que conseguimos momentos bem divertidos, acolhedores e gastronômicos. Muitos momentos gastronômicos, rsrsrs.
Lógico que na segunda vai – se tentar “queimar” esses momentos na academia e começas tudo de novo.
Só esperamos a visita do Sol esse fim de semana.
Boa Semana
Beijos no Coração