Vários roteiros foram escritos tendo como pano de fundo um farol, ou a estória do faroleiro que lá morava.
Nas cidades costeiras desde o principio dos tempos, a pesca sempre foi sua principal fonte de subsistência e, com isso, tinham seus maridos, pais e filhos levados ao mar para que trouxessem seu sustento.
O Faroleiro era o homem que os trazia para casa através das tormentas ou do mar espelhado.
Sem medo de serem abandonados a sua própria sorte, esses marujos sabiam que alguém os faria chegar a casa, custasse o que custasse sem pestanejar ou se amedrontar por qualquer capricho da natureza.
Todos os olhos da cidade caiam sobre ele na rua quando se pressentia a chegada de alguma mudança perigosa no tempo e, se via ao longe as nuvens começarem a se aglomerar com o tom da noite que ainda tardaria muito a chegar.
Os corações dos que ficaram sabiam que seus amados estavam próximos, porém ainda distantes da segurança de seus braços, do calor de seus carinhos, do consolo de suas palavras de saudade.
“O Homem do Farol” era a única mão que poderia guia – los em segurança para casa. Todas as preces do dia eram voltadas para ele.
Solitário e calado. Homem que, trazia nas costas o peso do medo e da impotência daqueles que estavam no porto à espera dos que haviam partido.
Um menino chegou perto dele nesse dia. Com medo de a tempestade afundar o navio do pai, suspirando disse: “Por favor, espera meu pai chegar antes de dormir.”
O Faroleiro deu o rabisco de um sorriso para o menino e disse: “Não há sono tranqüilo enquanto não guiar esses homens aos braços de quem os espera chegar”. E, passando a mão na cabeça do menino seguiu em direção ao farol, com a calma que lhe era peculiar para também esperar como o menino a chegada de seu filho e, ouvir seus passos passando pelo batente da porta do farol.
Beijos no Coração
sábado, 14 de junho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário